A Ponte São João, que conecta os bairros do Lobato e Plataforma, no Subúrbio de Salvador, passa por um processo de elevação e restauração de sua estrutura para a continuidade das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
O projeto prevê a correção de desgastes e o reforço da fundação da ponte, que sofre com oxidação devido à proximidade do mar. A intervenção, conhecida como “macaqueamento”, consiste em elevar temporariamente a ponte para permitir a substituição dos apoios metálicos e ajustes estruturais, garantindo segurança e durabilidade para o novo sistema de transporte.
Segundo o engenheiro Danilo Carvalho, a parte de concreto já foi recuperada, e agora está em andamento a recuperação da ponte metálica. A elevação é feita gradualmente, em ciclos de 1 a 2 milímetros, até atingir cerca de 10 a 15 centímetros, utilizando macacos hidráulicos, calços metálicos e instrumentos de medição para monitoramento preciso.
Com 468 metros de extensão e 9,52 metros de largura, a ponte possui uma superestrutura metálica formada por 15 treliças do tipo Warren, cada uma pesando cerca de 110 toneladas.
O VLT de Salvador está dividido em três trechos:
Trecho 1 (Ilha de São João à Calçada): concretagem dos trilhos, terraplanagem, drenagem e testes elétricos concluídos.
Trecho 2 (Paripe a Águas Claras): duplicação da Estrada do Derba e fundação do viaduto de Águas Claras.
Trecho 3 (Águas Claras a Piatã): integração do sistema ao metrô no Bairro da Paz.
O projeto inclui ainda obras complementares, como a duplicação de 7,5 km da BA-528, implantação de via alimentadora no Parque São Bartolomeu e requalificação do prédio histórico da antiga Fábrica São Braz, que será transformado em centro cultural e comercial.
A expectativa é que a fase de elevação e reforço da ponte seja concluída em 2026, permitindo a continuidade do cronograma do VLT, que promete modernizar a mobilidade e integrar o Subúrbio Ferroviário ao restante da cidade.
Informações do A Tarde