O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), deu início ao Projeto Sementes Crioulas, que vai beneficiar cerca de 14 mil famílias agricultoras em 13 Territórios de Identidade.
Coordenado pela Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF/SDR), o edital selecionou cinco organizações da sociedade civil para atuarem na reintrodução e fortalecimento do uso de sementes crioulas de milho, feijão e vigna, não transgênicas, beneficiando cerca de 14 mil famílias agricultoras.
As organizações parceiras serão responsáveis por fomentar a produção e distribuir 70 toneladas de sementes, além de promover capacitações sobre produção, controle de pragas e insumos, apoiar a formação de bancos comunitários e organizar feiras de sementes para troca de experiências entre agricultores.
Rogério Santos, da Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa da Bahia (CPC-BA), uma das organizações selecionadas, destacou que a iniciativa é “um avanço para a agrobiodiversidade”. Segundo ele, é preciso “seguir lutando, porque as modificações genéticas e as transgênicas estão chegando cada vez mais fortes ao campo. Temos que seguir nesse âmbito de ampliar essas políticas públicas e chegar ao fortalecimento da rede de sementes crioulas, que hoje dá o sustento da nossa soberania alimentar”.
Para Euzimar Carneiro, superintendente de Agricultura Familiar, o Projeto Sementes Crioulas representa um passo decisivo na construção de uma política pública permanente de sementes. “Nós criamos um grupo de trabalho com organizações sociais e o Governo do Estado para avançar de forma conjunta. O projeto é parte desse caminho e simboliza um compromisso com a autonomia produtiva, a soberania alimentar e a preservação da diversidade agrícola”, afirmou.
Feira da Agrobiodiversidade
A iniciativa foi apresentada dentro da programação da Feira da Agrobiodiversidade, que trouxe como tema “Agrobiodiversidade na Perspectiva da Convivência com o Semiárido e Agroecologia”. O evento reuniu agricultores familiares, indígenas, guardiões e guardiãs de sementes, técnicos e pesquisadores, valorizando práticas e saberes que mantêm viva a convivência sustentável com o Semiárido.
Entre as atividades, a feira contou com exposições e trocas de sementes crioulas, degustação de pratos tradicionais, apresentações culturais, lançamento de publicações e rodas de conversa sobre agroecologia, biodiversidade e segurança alimentar.
Informações da Agência Brasil