Pupila branca e reflexo de olho de gato são alguns nomes popularmente usados para se referir à leucocoria, condição em que a pupila se mostra branca no lugar do tradicional preto. Em casos mais evidentes, ela pode ser detectada por meio de uma simples observação. Em outras situações, pode ser percebida apenas em fotografias com flash, quando um dos olhos apresenta um reflexo branco diferente do outro.
Para a oftalmologista Rosa Maria Graziano, a leucocoria é considerada uma emergência oftalmológica e não deve ser ignorada. “Muitas vezes, pode ser uma indicação de que existe uma urgência a ser tratada. Pode ser uma catarata congênita, um retinoblastoma”, explicou.
A especialista reforça: “A leucocoria é um sinal, não um diagnóstico. Ela não salva só o olho, mas a vida dessas crianças”.
O chamado teste do reflexo vermelho, ou teste do olhinho, é lei em praticamente todos os estados brasileiros. Deve ser feito logo após o nascimento do bebê e repetido periodicamente até que a criança complete 5 anos, conforme diretrizes do Ministério da Saúde. “Qualquer diferença de cor entre um olho e outro é significativa”, alerta Graziano.
O que é o retinoblastoma
Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (Sbop), quando a luz entra no olho através da pupila, a retina absorve a maior parte, mas uma pequena quantidade é refletida e sai do olho. Essa luz costuma ser laranja-avermelhada, refletindo a cor da retina normal. O reflexo vermelho, portanto, fica ausente ou branco quando há alguma anormalidade que impede a luz de chegar à retina.
Oftalmologistas podem usar um oftalmoscópio para examinar o interior do olho. Colírios dilatadores são geralmente aplicados para aumentar a pupila, permitindo um exame mais completo (exame de fundo de olho dilatado) e a identificação da causa da leucocoria.
Diversas condições podem provocar leucocoria: catarata, descolamento de retina, infecção intraocular, anormalidades vasculares da retina e o retinoblastoma — tumor intraocular maligno mais comum na infância.
Ainda de acordo com a Sbop, não é raro que um encaminhamento por reflexo vermelho anormal resulte em exame oftalmológico normal ou em alterações benignas. Porém, qualquer suspeita de leucocoria exige avaliação imediata por um especialista, para descartar ou tratar condições graves.
Informações da Agência Brasil