A Arena Fonte Nova, palco de Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, captura a imaginação de milhares de baianos e baianas que um dia sonharam em desfilar seus talentos por aquele gramado. Nos corredores, um grupo de 300 jovens com idade entre 5 e 17 anos trilham seus passos no esporte no Centro de Treinamento dos Campeões, que oferece aulas gratuitas de balé, boxe, capoeira e jiu-jitsu para crianças e adolescentes que vivem no entorno da arena.
A iniciativa surgiu a partir do trabalho do professor de jiu-jitsu Marcos Almeida, conhecido como Marcão, que começou ensinando sua filha e seus sobrinhos e logo atraiu a atenção de outras crianças da vizinhança. Com o crescimento da procura, ele buscou um espaço fixo e chegou à Arena Fonte Nova, onde o projeto foi acolhido. Hoje, o Centro de Treinamento dos Campeões é mantido por uma parceria entre a Fonte Nova e o Instituto Terra Firme.
O projeto já revelou diversos talentos no esporte local, em especial no jiu-jitsu, com alunos conquistando títulos estaduais nas categorias juvenil e infantil. Mais do que formar atletas, a iniciativa tem impacto direto na vida das famílias, fortalecendo vínculos, incentivando a educação e promovendo cidadania.
“Eu me sinto como se fosse uma figura paterna para eles e vê-los passando de ano, melhorando o comportamento na escola e se sentindo mais seguros mostra que estou seguindo o caminho certo. É gratificante saber que você impacta não só eles, mas suas famílias e os seus professores que falam comigo sobre como eles estão mais centrados, concentrados e já pensando no que querem para a vida. Eu me sinto realizado”, relata Marcão.
O CT dos Campeões também oferece aulas de defesa pessoal para mulheres acima de 16 anos e pode ganhar novas modalidades no futuro. Os alunos atendidos fazem parte do projeto Vizinhos da Arena, voltado para o acolhimento das famílias que moram no entorno do estádio.
Além das atividades esportivas, eles recebem equipamentos, lanches e atendimento médico gratuito em parceria com uma universidade soteropolitana. Para permanecer nas turmas, os pequenos devem comprovar frequência escolar e apresentar bom desempenho nos estudos.
“Nós também realizamos palestras e workshops para mães e pais, além de orientações para necessidades jurídicas e de saúde. A nossa intenção é trazer ações que transformem a vida dessas famílias. Esse projeto nos mantém conectados com as comunidades e reforça o nosso comprometimento com a sociedade”, afirma Thaise Muniz, gerente de Comunicação e Responsabilidade Social da AFN.
Informações do Correio*