A Polícia Federal realizou a Operação Kabali para investigar supostas fraudes em contratos de formação profissional firmados entre o antigo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e o Instituto de Desenvolvimento Social e Humano do Brasil (IDSH).
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a PF, os termos de fomento tinham como objetivo ofertar cursos de informática e design gráfico, mas não há comprovação de que as atividades tenham sido realizadas, apesar do repasse de recursos. O suposto desvio é estimado em R$ 3,8 milhões. Os investigados podem responder por fraude em licitação, peculato e associação criminosa.
A senadora Damares Alves, que comandava o ministério à época dos contratos, afirmou em nota que foi a própria pasta quem solicitou auditoria à CGU diante de indícios de irregularidades. Ela destacou que o IDSH chegou a devolver mais de R$ 1,1 milhão aos cofres públicos e negou conhecer os responsáveis pelas organizações investigadas.
Informações da Agência Brasil