A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou uma operação no Ceará para combater a falsificação de medicamentos, com foco no imunoterápico Keytruda (princípio ativo pembrolizumabe), utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer, como melanoma, câncer de pulmão, linfoma de Hodgkin, entre outros. A ação contou com apoio da Secretaria de Saúde do Ceará e da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis).
Durante a fiscalização, foi identificada uma distribuidora de medicamentos suspeita de fornecer versões falsificadas do Keytruda. Os fiscais foram inicialmente impedidos de acessar o local, o que levou à interdição da empresa até a conclusão das investigações. Com apoio policial, foram encontradas diversas caixas de medicamentos sem registro no Brasil, algumas com rotulagem em inglês, levantando suspeitas de falsificação internacional.
A Anvisa destacou que a circulação de medicamentos sem registro representa grave risco à saúde, já que não há garantia de eficácia, segurança ou procedência. O registro sanitário é o mecanismo que assegura que o produto passou por testes adequados e cumpre requisitos de qualidade.
A falsificação de medicamentos é considerada crime hediondo pelo Código Penal, com penas de 10 a 15 anos de prisão, especialmente nos casos de produtos classificados como “life saving”, ou seja, essenciais para a saúde pública.
A Agência já havia recebido denúncias de hospitais em diferentes estados relatando embalagens suspeitas do Keytruda, com rótulos em inglês e alterações nas embalagens. A própria fabricante, Merck Sharp & Dohme, informou não reconhecer os lotes identificados, reforçando a suspeita de falsificação. Parte dos casos foi reportada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros seguem em investigação.
Informações da Agência Brasil