O código de barras, ícone do comércio moderno, está prestes a ceder espaço ao QR Code. Introduzido nos anos 1970, ele revolucionou o varejo ao permitir filas menores, estoques mais organizados e logística mais eficiente. Hoje, milhões de produtos em todo o mundo carregam esse “documento de identidade” que facilita sua circulação no mercado global.
O QR Code, por sua vez, amplia significativamente as informações disponíveis ao consumidor. Além de preço e identificação, ele oferece acesso a tabelas nutricionais, origem dos ingredientes, certificações ambientais e de segurança, dados de validade e lote, além de conteúdos digitais e promoções. Criado no Japão para a indústria automotiva, o QR Code rapidamente se expandiu para diversos setores, tornando-se parte do cotidiano com pagamentos por aproximação, menus digitais e certificados de vacinação.
Segundo João Carlos de Oliveira, presidente da GS1 Brasil, “é uma revolução silenciosa, mas inevitável”. A padronização do QR Code, feita pela GS1, permite que o consumidor acesse informações detalhadas de forma uniforme, independentemente da marca ou do produto. O JETIM (número global de identificação do item) funciona como chave de acesso, enquanto o QR Code direciona a um link estruturado com todos os dados relevantes.
Pedro Di Martino, gerente de relações institucionais da GS1 Brasil, explica que a integração com o Cadastro Nacional de Produtos garante que normas, certificações e informações de conformidade estejam sempre acessíveis. “A padronização do QR Code e a disponibilização de dados via Digital Link são cruciais para diversos setores, do varejo alimentar a materiais de construção, passando por cosméticos e agrotóxicos.”
A expectativa é que, em médio prazo, o QR Code se torne o principal identificador de produtos, substituindo gradualmente o código de barras linear. Durante o período de transição, ambos coexistirão, com leitores capazes de reconhecer os dois formatos, facilitando a adaptação da indústria e dos consumidores.
Informações do Correio Braziliense