O dono e fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, foi preso temporariamente em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores-fiscais tributários da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). Além dele, também foram presos o diretor estatutário do grupo Fast Shop, Mario Otávio Gomes, e os auditores fiscais da Fazenda estadual paulista Artur Gomes da Silva Neto e Marcelo de Almeida Gouveia.
Segundo as investigações, os empresários pagavam propina para que os auditores acelerassem e aprovassem ressarcimentos de créditos tributários, inclusive valores acima do permitido. O auditor Artur Gomes da Silva Neto é apontado como líder do esquema, que teria rendido cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021.
Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e prisão de outras pessoas envolvidas, incluindo contadoras que auxiliavam nas fraudes. Entre os bens apreendidos, estavam esmeraldas, R$ 1 milhão em dinheiro e valores em criptomoedas.
O MP também investiga a participação de outras empresas varejistas e auditores fiscais no esquema. A Sefaz-SP afirmou que colabora com as apurações e instaurou procedimento administrativo para investigar a conduta dos servidores envolvidos.
Informações da Agência Brasil