Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam cerca de duas quadras da Avenida Paulista, entre a sede da Fiesp e o Parque Trianon, em uma manifestação que defendeu anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, pediu o impeachment e a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e expressou apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O ato foi organizado por lideranças políticas da direita e por religiosos alinhados a Bolsonaro, como o pastor Silas Malafaia. Manifestações semelhantes ocorreram em outras capitais, como Rio de Janeiro e Brasília.
Além das tradicionais bandeiras do Brasil e camisetas verde-amarelas, a manifestação também teve forte presença de bandeiras dos Estados Unidos e cartazes de apoio a Trump, que tem defendido Bolsonaro publicamente e criticado o Judiciário brasileiro.
Ausência de Bolsonaro e Tarcísio
Apesar do apoio declarado, Jair Bolsonaro não participou da manifestação. Ele cumpre medidas cautelares determinadas pelo STF, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de circulação, como o impedimento de sair de casa nos fins de semana e em horários determinados.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também não compareceu ao evento.
Pauta pela anistia e apoio a Trump
A principal bandeira do protesto foi a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, quando grupos bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, em uma tentativa de impedir a posse do novo governo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta o episódio como o ponto culminante de uma trama golpista que começou ainda em 2021.
Bolsonaro e aliados próximos são investigados como parte do núcleo central dessa articulação. A expectativa é de que o Supremo julgue esse grupo nos próximos meses.
Os manifestantes também expressaram apoio a medidas anunciadas por Donald Trump, como tarifas contra produtos brasileiros e sanções simbólicas a autoridades brasileiras. Cartazes exaltaram o deputado Eduardo Bolsonaro, que tem atuado junto a lideranças do Partido Republicano e ao entorno de Trump, buscando pressionar o governo dos Estados Unidos a intervir em favor de seu pai.
Segurança e organização
A Polícia Militar reforçou o policiamento na região, mas não divulgou estimativas oficiais de público nem do efetivo empregado. A Avenida Paulista já estava interditada para o tráfego de veículos devido à realização do ato.
Informações da Agência Brasil