A inadimplência entre as famílias que vivem na capital paulista voltou a crescer, atingindo o maior patamar dos últimos meses. É o que aponta um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
O percentual de lares com contas em atraso subiu de 21,6% para 22,1%, o que representa aproximadamente 905 mil famílias inadimplentes. Também houve aumento na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o índice era de 19,9%.
Além disso, cresceu o número de famílias que declararam não ter condições de quitar suas dívidas: de 8,2% para 9,1%.
Por outro lado, o total de lares endividados apresentou uma leve queda, interrompendo uma sequência de alta. O índice passou de 71,4% para 70,9%, o que equivale a cerca de 2,9 milhões de famílias. O cartão de crédito segue como principal fator de endividamento, seguido pelos financiamentos imobiliários.
Apesar da alta na inadimplência, a FecomercioSP destaca que as condições de renda vêm melhorando gradualmente. Os atrasos têm se concentrado em dívidas de curto prazo e com baixo comprometimento da renda familiar. A federação também aponta que o mercado de trabalho aquecido e a inflação sob controle devem ajudar a evitar uma piora mais acentuada no cenário financeiro das famílias.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é realizada mensalmente e analisa os níveis de endividamento (quando há dívidas) e inadimplência (quando essas dívidas estão em atraso), com base em entrevistas com cerca de 2.200 consumidores da cidade de São Paulo.
Informações da Agência Brasil