O bioma Amazônia registrou aumento de 4% nos alertas de desmatamento nos últimos 12 meses, totalizando 4.495 km², contra 4.321 km² no período anterior. Apesar da alta, este é o segundo menor resultado da série histórica.
No Cerrado, houve redução de 20,8%, com alertas somando 5.555 km², frente aos 7.014 km² anteriores. O Pantanal apresentou a maior queda, de 72%, com 319 km² contra 1.148 km², além de redução de 9% nos focos de incêndio, passando de 17.646 km² para 16.125 km².
Os dados são do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que emite alertas rápidos para apoiar a fiscalização ambiental, tanto para casos de corte raso — quando há retirada completa da vegetação — quanto para degradação progressiva causada principalmente por incêndios.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no mesmo período foram lavrados 3.976 autos de infração, com multas que somaram R$ 2,4 bilhões, e mais de 5 mil km² de áreas embargadas.
Para a especialista em conservação da WWF-Brasil, Ana Crisostomo, a redução do desmatamento na Amazônia mostra que avanços são possíveis com políticas públicas e fiscalização efetiva, mas é preciso atenção para evitar retrocessos. Ela cita o veto ao Projeto de Lei 2.159/21 como exemplo de decisão crucial para manter instrumentos de controle e proteger os biomas, ressaltando que preservar o meio ambiente é garantir o futuro do país.
Informações da Agência Brasil