A alta na conta de luz foi o principal fator de pressão sobre a inflação oficial no mês, fazendo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subir 0,26%, ligeiramente acima do mês anterior.
A energia elétrica residencial aumentou 3,04%, representando o maior impacto individual no índice (0,12 ponto percentual). O grupo habitação, que inclui esse item, subiu 0,91%, pressionado pela bandeira tarifária vermelha patamar 1 e reajustes em diversas capitais. Sem esse aumento, o IPCA teria ficado em 0,15%.
Em 12 meses, a inflação acumula alta de 5,23%, acima do teto da meta oficial. De janeiro a julho, a conta de luz subiu 10,18%, a maior variação para o período desde 2018.
Por outro lado, o grupo alimentos e bebidas recuou 0,27%, contribuindo para conter o índice. Entre os itens com maior queda estão batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%). Foi o segundo mês consecutivo de redução nos preços de alimentos.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, três tiveram queda: alimentos e bebidas (-0,27%), vestuário (-0,54%) e comunicação (-0,09%). O maior aumento, além da conta de luz, veio das passagens aéreas, que subiram 19,92% devido à alta demanda nas férias.
A pesquisa do IPCA considera o custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, em 16 regiões do país.
Informações da Agência Brasil