As vendas no comércio recuaram 0,1% na passagem de um mês para outro, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio divulgada pelo IBGE. Esta é a terceira queda consecutiva, somando um recuo de 0,8% em relação ao pico registrado recentemente.
Apesar da queda, no acumulado do primeiro semestre, o comércio brasileiro mantém crescimento de 1,8%, e em 12 meses registra expansão de 2,7%.
Para o gerente Cristiano dos Santos, o movimento recente indica estabilidade com tendência de baixa, influenciada pela diminuição do crédito e pela inflação. “Houve um grande crescimento, atingindo um topo, seguido de um arrefecimento lento”, analisa.
Entre os fatores positivos do semestre, ele destaca o nível de emprego e renda, que sustenta o consumo. Em junho, o Brasil alcançou taxa de desemprego de 5,8%, a menor já registrada, acompanhada de rendimento recorde do trabalhador.
Das oito atividades pesquisadas, cinco apresentaram retração.
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%)
Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%)
Móveis e eletrodomésticos (-1,2%)
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,9%)
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%)
Cresceram os segmentos:
Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1%)
Tecidos, vestuário e calçados (0,5%)
Combustíveis e lubrificantes (0,3%)
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado, o indicador recuou 2,5% em relação ao mês anterior, mas apresenta expansão de 2% em 12 meses.
A pesquisa considera empresas formalizadas com 20 ou mais funcionários.
Informações da Agência Brasil