O Plano Brasil Soberano, conjunto de medidas do governo para apoiar empresas brasileiras impactadas pelas tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos, repercutiu entre entidades representativas dos setores atingidos. As reações variam entre elogios, propostas de aperfeiçoamento e críticas à condução das negociações.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou como positivas a criação de uma linha de crédito especial de até R$ 30 bilhões com juros mais baixos, o adiamento de tributos federais e a reativação do Reintegra. Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, as medidas oferecem “um respiro” à indústria e mantêm aberto o diálogo com o governo. Ele defendeu ainda a busca de novos mercados, especialmente na União Europeia, e acordos bilaterais.
A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) considerou o plano um “passo importante” para preservar a competitividade e o emprego, mas alertou para impactos indiretos em setores como plásticos, calçados, alimentos e vestuário. O presidente da entidade, André Passos Cordeiro, defendeu negociações bilaterais baseadas em critérios técnicos e econômicos, evitando influências geopolíticas.
No setor têxtil, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) afirmou que as medidas ajudam a proteger empregos e fortalecer a competitividade, citando linhas de crédito, prorrogação do drawback, reforço de fundos garantidores e ajustes no Reintegra. A entidade pediu rapidez na tramitação das propostas e na execução dos benefícios.
A Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje) elogiou a priorização de micro, pequenas e médias empresas exportadoras, mas manifestou preocupação com a agilidade na implementação e com a clareza dos critérios de acesso aos recursos.
Em tom mais crítico, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) classificou as medidas como “paliativas” e cobrou negociações mais efetivas com os EUA. Para o presidente da federação, Edson Vasconcelos, é preciso uma solução definitiva para as tarifas, evitando que interesses ideológicos se sobreponham às necessidades econômicas.
Informações da Agência Brasil