O segundo painel da Agenda Bahia discutiu as transformações do mundo do trabalho e as novas exigências da força produtiva. O tema “O Futuro do Trabalho: Competências, tecnologia e pessoas na Nova Economia” trouxe à tona questões como requalificação profissional, inteligência artificial, transformação digital e mudanças nas relações de trabalho, com ênfase nas competências exigidas pela nova economia.
O publicitário Cleber Paradela, vice-presidente de Inovação e Conteúdo da agência DM9, destacou o papel estratégico da inteligência artificial como ferramenta para impulsionar a economia criativa na Bahia. Segundo ele, o estado possui potencial para se destacar, desde que consiga alinhar tecnologia, inclusão e estratégia de conteúdo.
“Estou usando a inteligência artificial como aliada para aumentar nossa produtividade e agilizar processos. A Bahia tem um potencial criativo gigantesco, lembrando que economia criativa também é indústria. Se conseguirmos usar a inteligência artificial de forma estratégica e inclusiva, o potencial é enorme”, afirmou Paradela.
Antes do painel, Fábio Duarte, CEO da Community Creators Academy e criador do FitDance, falou sobre a importância do marketing digital e da criação de conteúdo como habilidades essenciais para o mercado de trabalho. Ele ressaltou que profissionais e empresas precisam se reinventar para aproveitar o potencial das novas ferramentas digitais.
Duarte citou o Axé Music como exemplo do impacto da falta de estratégia digital: o ritmo, muito focado em grandes shows, perdeu relevância online ao não acompanhar a transformação das redes sociais.
O debate também contou com a participação de Marcelo Sena, sócio fundador da Mosello Advocacia, e teve mediação de Isaac Edington, presidente da Saltur. Marcelo destacou a necessidade de atualizar a legislação trabalhista frente às novas dinâmicas digitais e citou o protagonismo de influenciadores como exemplo do impacto da economia digital.
“Precisamos aprender a navegar nesse tsunami digital. Se conseguirmos canalizar esse poder de influência para causas sociais ou reformas, o impacto pode ser enorme”, disse Sena.
Edington reforçou a necessidade de adaptação às mudanças geracionais e tecnológicas. “Os celulares atuais têm capacidade de processamento muito superior às televisões de décadas atrás. Estamos vivendo uma transição que exige reinvenção”, afirmou.
Informações do Correio*