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Carnaval de Salvador movimenta R$1,8 bilhão e gera 215 mil empregos

Carnaval de Salvador movimenta R$1,8 bilhão e gera 215 mil empregos

A movimentação econômica do carnaval de Salvador, de acordo com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), deverá girar em torno de R$1,8 bilhão, decorrente de gastos com itens como hospedagem, alimentação e serviços, além de gerar 215 mil postos de trabalho temporários. Os números foram divulgados pelo prefeito ACM Neto durante coletiva realizada ontem (06), no Wish Hotel da Bahia, no Campo Grande, para apresentação dos serviços municipais e atrações da folia.

O prefeito salientou que o investimento total na festa deverá ser de R$60 milhões em dez dias de folia (contando o pré-Carnaval), sendo R$20 milhões em recursos municipais e os R$40 milhões restantes decorrentes do patrocínio da iniciativa privada, captados pela Prefeitura. Este ano, os principais patrocinadores são as empresas Ambev, através da marca Skol Puro Malte, a Veloe e a Hapvida. “Essa é uma festa empregadora, geradora de renda e que movimenta a economia da cidade o ano inteiro e não apenas nos dias de folia”, afirmou ACM Neto.

Mais números – Os 215 mil postos de trabalho temporários estarão distribuídos em até 40 áreas de atuação em mais de 50 setores da economia. Somente na montagem, desmontagem e operação de estruturas para a folia, a exemplo dos camarotes, serão 20 mil vagas. No ramo artístico, ligado à indústria do espetáculo, serão 10 mil vagas e, na hotelaria, 1,7 mil. No setor público, a Prefeitura terá 10 mil colaboradores atuando na organização da festa, dentre alguns exemplos.

Dos turistas que vão chegar a Salvador no Carnaval, 435,8 mil são do interior da Bahia e 331,5 mil de outros estados, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Distrito Federal. Também desembarcarão na capital baiana 86,2 mil estrangeiros, oriundos principalmente da Argentina, França, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Inglaterra.

Sustentabilidade econômica  – Ao ser questionado sobre a sustentabilidade da folia ao oferecer atrações em trios pipoca com recursos públicos, o gestor enfatizou que o Carnaval de Salvador é o mais democrático do país, por ter as melhores atrações desfilando sem cordas. “Estamos gastando menos da metade da festa com recursos públicos e as principais atrações desfilando sem cordas. O lugar que proporcionalmente gasta e investe menos (com recursos públicos) é Salvador, pois tem vários blocos de trio que continuam desfilando”.

O prefeito também completou que o Carnaval é uma festa que precisa ter conteúdo e as atrações sem cordas são uma demanda do próprio povo. “A gente democratiza, permite que o sujeito que está desempregado, ou que é assalariado, possa curtir o trio de Léo Santana, de Claudinha Leitte, do Harmonia, de Saulo, ou seja, isso era um sonho das pessoas que jamais poderiam comprar um abadá. Enfim, a Prefeitura conseguiu montar um modelo que possui uma grande capacidade de sustentação, porque mais da metade da festa é bancada com recursos privados, coisa que não existia em 2013”, finalizou ACM Neto.  

 

 

 

 

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Autora do livro "O Que é Meu é Seu - Como o Consumo Colaborativo Vai Mudar o Nosso Mundo", Rachel Botsman diz que estamos conectados para compartilhar. Em 15 minutos, ela tenta te convencer que o consumo colaborativo é o caminho.