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Um dia veremos após anúncio de um junk-food: "Este produto é prejudicial a saúde".

Por AA*
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Sonhos são possíveis, óbvio!
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Sem querer ser mais chato do que meus adversários políticos alardeiam (pô, virei político!), acho possível defender a bandeira da saúde alimentar infantil, já que a maioria dos adultos está perdida na buraqueira da alimentação brega.
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Porque as crianças ainda têm chances de dar um salto quântico e contrariar pais obesos ou lerdos, viciados em açucar, farináceis e laticínios, sem falar no cervejão, no 51 Ice... Esqueci algo?
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Vou acionar canais dos bastidores e procurar dirigentes da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembléia Legislativa. Os esforços têm que ser poderosos porque a indústria por trás da causa é macística. E deverá ter um enorme esforço educacional e de informação para mudar um padrão junk-food das crianças. Junk food é algo como "comida lixo". Aquela comida horrorosa dos shoppings centers e dos fast-foods. Que elas passem a ensinar aos pais, e não o contrário.
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Fui tocado pelo exemplo de São Paulo.
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Representantes do Instituto Alana (ONG de defesa dos direitos da criança) acaba de entregar a Casa Civil do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, um abaixo-assinado pedindo a aprovação de dois projetos de lei que dizem respeito ao consumo infantil.
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Um dos projetos prevê a proibição da veiculação de anúncios de alimentos "pobres em nutrientes e com alto teor de açúcar, gorduras saturadas ou sódio no rádio e na TV" entre as 6h e as 21h.
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O outro proíbe a venda de alimentos com brindes, como refeições infantis com brinquedos das redes de fast food.
 
Foram registradas 12.500 assinaturas para a sanção dos dois projetos de lei.
 
O governo paulista tem até esta semana para decidir se aprova ou veta. Mas de antemão avisa que não é possível prever o resultado.
 
"É uma briga de interesses, mas esperamos que o interesse da criança seja colocado em primeiro lugar", diz integrante do Instituto Alana.
 
Rafael Sampaio, vice-presidente-executivo da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), afirma, porém, que o projeto sobre publicidade dirigida a crianças é inconstitucional porque a competência de legislar sobre a publicidade é da União.
 
"Em todo o mundo, a solução é a autorregulação com o mínimo de legislação para aqueles que não cumprem.  Temos um problema de obesidade para resolver, mas não é dessa maneira, não vejo esse clamor popular", diz o dirigente da ABA. 
Clamor popular?! O povo não tem a menor noção dos venenos que tomam diariamente.
Refrigerantes, por exemplo, são tão letais quanto o cigarro. O excesso de açúcar e de produtos químicos que dão sabor e cor a esses venenos matam aos poucos.
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Água não! Coca-Cola!
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Conheci um fazendeiro, desses com milhares de cabeças de gado, que morreu mês passado, aos 53 anos.  Não bebia água nos últimos 20 anos, dizia um dos filhos. Em lugar de água, Coca-Cola. Viciado!! Morreu dormindo na rede, num ataque fulminante.
Não só matam. Adoecem, causam impotência sexual, problemas neurológicos e até conduzem a doenças modernas como a hiperatividade. Os médicos, na maioria, não orientam a mudança alimentar. Receitam "Ritalina" o outros "calmantes" mais potentes.
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A TV e a WEB são canais de propaganda para disseminar essa cultura junk. Não há limites.
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A questão é que há entendimento científico sobre os prejuizos que os junks-foods causam à saúde. Mas algo é feito por essa comunidade submissa aos grandes financiadores de pesquisas, congressos e viagens - a indústria alimentar (que é a mesma farmacêutica)??
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E nós devemos cruzar os braços cansados?  Nada como lembrar do grande anunciante que era indústria do cigarro e do que hoje ocorre. E da indústria farmacêutica, igualmente levada a avisar sobre os riscos da automedicação. Todo essa mudança foi provocada pela mobilização de muita gente.
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Seguindo o fluxo, no futuro emissoras de TV irão estampar alertas de "prejudiciais à saude"  em tarjas azuis após anúncios de hamburguers e big-burguers,  sorvetes artificiais, leite industrializado, iogurtes de caixinha, pizza congelada e um sem número de produtos junks que adoecem e matam milhares de seres, por dia, no mundo inteiro.
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Esta é a nova revolução.
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Arthur Andrade é jornalista.




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