A leptospirose tem preocupado autoridades de saúde por depender de diversos fatores para se espalhar, como condições ambientais, presença de animais transmissores e problemas sociais, a exemplo da falta de saneamento básico. Diante desse cenário, a Prefeitura de Salvador promoveu o workshop “A Leptospirose: um Desafio Intersetorial”, reunindo profissionais de diferentes áreas do setor público de saúde para discutir estratégias de enfrentamento da doença.
O encontro foi realizado na Escola de Saúde Pública do Município, no bairro do Comércio, e contou com a participação de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal da Bahia, além de técnicos da Secretaria Municipal da Saúde que atuam diretamente na prevenção e no controle da doença. A leptospirose é considerada uma enfermidade negligenciada, pois afeta principalmente pessoas que vivem em áreas com menor infraestrutura e pouco acesso a saneamento.
Durante o evento, o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Alves, destacou que o combate a esse tipo de doença é prioridade na agenda da saúde pública da capital. Segundo ele, a atuação conjunta entre diferentes setores é fundamental para melhorar o monitoramento dos indicadores e ampliar a capacidade de resposta da rede de saúde.
A diretora da Vigilância Sanitária, Andréa Salvador, ressaltou que o município tem ampliado a atenção às doenças negligenciadas desde o ano passado. Ela explicou que a preocupação aumenta nos períodos chuvosos, quando cresce o risco de contato com água contaminada em áreas alagadas. O rato é um dos principais transmissores da leptospirose, já que a doença pode ser contraída por meio do contato com a urina do animal.
De acordo com a diretora, pessoas que tenham contato com água de enchentes ou outras situações de risco devem ficar atentas a sintomas como febre alta, dores no corpo e mal-estar. Caso esses sinais apareçam, a orientação é procurar uma unidade de saúde e informar ao médico sobre o possível contato com água contaminada, o que pode ajudar no diagnóstico correto e no início do tratamento adequado.
Entre as medidas de prevenção, a população deve evitar jogar lixo nas ruas, manter os ambientes limpos e denunciar situações que possam favorecer alagamentos ou proliferação de ratos por meio da Ouvidoria de Salvador, pelo telefone 156 ou pelo aplicativo Salvador Digital.
Segundo Rita Cal, chefe do setor de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, alguns bairros da capital historicamente registram mais casos da doença, como São Marcos, Pau da Lima, São Caetano e Valéria. O objetivo do workshop, segundo ela, é ampliar o debate e envolver diferentes áreas da gestão pública para pensar soluções conjuntas, analisando fatores como coleta de lixo, saneamento e condições de moradia. A iniciativa também busca construir estratégias e um plano de ação para fortalecer o enfrentamento da leptospirose em Salvador.
Fonte: Secom/ PMS



