Um estudo conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz da Bahia aponta que crianças indígenas e que vivem em estados do Nordeste apresentam, em média, estatura inferior à de crianças de outras regiões do país. Os dados indicam que a diferença está relacionada a condições de vulnerabilidade social, ficando abaixo dos parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde para o crescimento infantil.
Os pesquisadores associam esse cenário a fatores como insegurança alimentar, dificuldade de acesso a serviços de saúde, maior exposição a doenças infecciosas e condições socioeconômicas desfavoráveis. Esses elementos, especialmente quando presentes nos primeiros anos de vida, impactam diretamente o desenvolvimento físico e podem comprometer o crescimento adequado.
A análise reuniu informações de cerca de 6 milhões de crianças inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais, com cruzamento de dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos e do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional. A partir desse levantamento, foi possível identificar que a proporção de baixa estatura é maior entre grupos socialmente mais vulneráveis.
O estudo também chama atenção para outro dado preocupante: uma parcela significativa das crianças brasileiras apresenta sobrepeso ou risco de desenvolvê-lo. O resultado revela um cenário de dupla carga nutricional, em que convivem tanto déficits de crescimento quanto excesso de peso, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à promoção da saúde desde a gestação e nos primeiros anos de vida.
Fonte: Agência Brasil



