O Ministério Público Federal, a Agência Nacional de Proteção de Dados e a Secretaria Nacional do Consumidor afirmaram que as explicações apresentadas pela plataforma X sobre problemas envolvendo a ferramenta de inteligência artificial Grok não foram suficientes para interromper as irregularidades identificadas. Segundo os órgãos, as respostas enviadas pela empresa não demonstram de forma clara que as falhas foram efetivamente corrigidas.
De acordo com a avaliação conjunta, a ferramenta continua sendo capaz de gerar conteúdos inadequados sem autorização das pessoas envolvidas, o que levanta preocupações relacionadas à proteção de dados e aos direitos dos consumidores. As instituições apontam que a empresa não apresentou comprovações técnicas detalhadas que garantam a eficácia das medidas anunciadas.
Diante disso, os órgãos determinaram que a plataforma adote ações imediatas para bloquear esse tipo de uso da ferramenta e apresente relatórios periódicos com informações sobre o monitoramento e a remoção de conteúdos irregulares. Também foi solicitado o envio de dados sobre providências adotadas para evitar novas ocorrências.
As autoridades alertaram que o descumprimento das determinações pode resultar em sanções administrativas e judiciais. O objetivo, segundo os órgãos, é assegurar que a tecnologia opere dentro das normas de proteção de dados e de defesa do consumidor, reduzindo riscos para os usuários.
Fonte: Agência Brasil



