Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram uma bateria funcional à base de nióbio que alcança 3 volts de tensão, é recarregável e já opera em condições reais, fora de ambientes controlados de laboratório. A tecnologia representa um avanço relevante no campo do armazenamento de energia e já entrou em fase de testes com interesse industrial.
O projeto vem sendo desenvolvido há cerca de uma década e enfrentou como principal desafio a estabilidade do nióbio em ambientes eletroquímicos comuns, especialmente na presença de água e oxigênio. Para superar essa limitação, a equipe criou um mecanismo de proteção capaz de evitar a degradação do material, permitindo que o metal alterne seus estados eletrônicos repetidas vezes sem perda de desempenho.
O protótipo da bateria já teve pedido de patente depositado e foi testado em formatos utilizados pela indústria, como células do tipo moeda e pouch. A tensão alcançada é semelhante à das baterias atualmente disponíveis no mercado, o que amplia o potencial de aplicação da tecnologia em dispositivos eletrônicos.
Segundo os pesquisadores, o próximo passo envolve ampliar parcerias entre universidades, setor público e empresas de tecnologia para viabilizar a produção em maior escala e acelerar a chegada da bateria de nióbio ao mercado.
fonte: Agência Brasil



