Começou ontem (3) a decisão da União Europeia (UE) de barrar a entrada de produtos de origem animal brasileiros em seu mercado. A restrição alcança carnes bovina, suína e de frango, além de mel, pescados e ovos, afetando as exportações para os 27 países que integram o bloco.
A decisão foi anunciada em maio, após o Brasil deixar de integrar a relação de países considerados aptos a atender às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na criação de animais. Segundo a UE, os mecanismos brasileiros de fiscalização dessas substâncias não oferecem garantias suficientes.
O bloco proíbe o uso de antimicrobianos como estimulantes de crescimento e também restringe medicamentos destinados ao tratamento de infecções em humanos. A medida, portanto, não foi motivada pela identificação de irregularidades nos produtos brasileiros.
A suspensão ocorre enquanto avançam as negociações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul. Entidades ligadas ao agronegócio brasileiro classificaram o bloqueio como protecionista, enquanto produtores europeus demonstram preocupação com a possível concorrência de mercadorias sul-americanas. Argentina, Paraguai e Uruguai, demais integrantes do Mercosul, continuam autorizados a vender produtos de origem animal ao mercado europeu.



