Temperaturas mais elevadas na Europa podem favorecer a disseminação do vírus chikungunya, segundo estudo recente que analisa os impactos do aquecimento global na saúde pública do continente. A doença, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, tende a encontrar condições cada vez mais propícias para circulação em regiões que antes não registravam transmissão local.
De acordo com os pesquisadores, o aumento do calor amplia tanto a área geográfica quanto o período do ano em que os mosquitos conseguem sobreviver e se reproduzir. Países do sul europeu aparecem entre os mais vulneráveis, mas áreas de clima mais ameno também podem passar a enfrentar risco maior com a elevação constante das temperaturas.
O estudo aponta ainda que a transmissão pode ocorrer em faixas térmicas mais amplas do que se estimava anteriormente, o que acende um alerta para autoridades sanitárias. A chikungunya provoca febre alta e dores intensas nas articulações, que podem persistir por meses em alguns pacientes.
Especialistas destacam que o avanço das mudanças climáticas exige reforço na vigilância epidemiológica, controle de vetores e campanhas de prevenção, a fim de evitar surtos em regiões que historicamente não conviviam com a doença.
Fonte: Agência Brasil



