A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, alcançando o menor nível desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. O recuo foi acompanhado por uma expansão significativa no número de trabalhadores ocupados, que chegou a 102,5 milhões de pessoas, e por uma redução expressiva no contingente de desocupados, agora estimado em 5,9 milhões — o menor da série. Além disso, o mercado formal registrou novo recorde, com mais de 39 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
O rendimento médio real também avançou, impulsionando a massa de renda dos trabalhadores para R$ 357,3 bilhões, um recorde que reflete tanto o aumento da ocupação quanto o fortalecimento salarial. Entre os setores que mais contribuíram para esse movimento estão a construção civil e as áreas ligadas à administração pública, educação e saúde, que ampliaram suas vagas. Apenas o grupo de “outros serviços” registrou queda na ocupação.
A informalidade manteve-se estável em 37,8%, representando cerca de 38,7 milhões de pessoas, resultado inferior ao registrado no mesmo período de 2024. Os números mostram um mercado de trabalho mais aquecido e consolidam uma trajetória de recuperação que vem se mantendo ao longo do ano, reforçada pela melhora simultânea na formalização, no rendimento e no total de pessoas ocupadas.
Fonte: Agência Brasil



