O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para os dias 10 e 11 de março o julgamento da ação penal contra os parlamentares Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE).
A denúncia, feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), acusa os parlamentares de corrupção passiva e participação em organização criminosa. Entre janeiro e agosto de 2020, eles teriam exigido propina de R$ 1,6 milhão para liberar cerca de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).
Segundo a acusação, o esquema envolvia intermediários e previa que os gestores municipais devolvessem 25% dos valores das emendas destinadas à saúde. A cobrança teria sido relatada pelo então prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio.
As defesas dos acusados contestam as acusações: Josimar Maranhãozinho afirma que as acusações são “frágeis e desfundamentadas”; os advogados de Bosco Costa alegam que a denúncia se baseia em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas” que ele desconhece; já a defesa de Pastor Gil questiona a legalidade das provas, alegando que o processo deveria ter começado diretamente no STF.
O caso é um dos mais avançados entre várias investigações abertas no STF sobre irregularidades na liberação de emendas parlamentares.
Fonte: Agência Brasil



