A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram a favor da manutenção da detenção, que ele cumpre desde sábado em uma sala da Polícia Federal em Brasília. A ministra Cármen Lúcia ainda precisa registrar seu voto.
Bolsonaro foi preso após tentar danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Na audiência de custódia, ele afirmou ter agido por “paranoia” causada por medicamentos. Na decisão que determinou a prisão, Moraes citou risco de fuga e mencionou a vigília organizada por apoiadores na porta do condomínio onde ele cumpria prisão domiciliar.
Flávio Dino acompanhou o entendimento e disse que a manifestação configurava ameaça à ordem pública, lembrando também a fuga do deputado Alexandre Ramagem para os Estados Unidos. Para ele, há um ambiente que incentiva o descumprimento das decisões judiciais. Zanin seguiu integralmente o voto de Moraes.
A defesa alegou que Bolsonaro enfrentou confusão mental por causa de remédios e vinha pedindo que ele fosse transferido para prisão domiciliar por razões humanitárias, mas o pedido foi negado. Em setembro, a Turma condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão por liderar organização criminosa armada e tentar um golpe de Estado. Recursos apresentados até agora foram rejeitados.
Fonte: Agência Brasil



