Os casos de feminicídio no estado de São Paulo registraram aumento de 41% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Ao todo, foram contabilizados 86 assassinatos de mulheres por razões de gênero entre janeiro e março, representando o maior número já registrado para esse intervalo desde o início da série histórica.
Além da alta nos crimes, também houve avanço significativo nas violações de medidas protetivas. O descumprimento dessas determinações judiciais cresceu 319%, evidenciando fragilidades no acompanhamento e na fiscalização dos agressores, mesmo quando há decisão judicial em vigor para proteger as vítimas.
As medidas protetivas, previstas na legislação brasileira, incluem ações como o afastamento do agressor, proibição de contato e restrições de aproximação. No entanto, especialistas apontam que a efetividade dessas medidas ainda enfrenta desafios, principalmente pela falta de monitoramento contínuo e pela dependência de denúncias para que haja intervenção das autoridades.
O cenário reforça a preocupação com a segurança das mulheres e indica que, apesar dos avanços legais, ainda existem lacunas na aplicação prática das políticas de proteção, o que contribui para o aumento de casos mais graves, como o feminicídio.



