Um grande volume de denúncias envolvendo supostos casos de assédio moral e sexual, estão ocorrendo, segundo informação do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, na fábrica da BYD, localizada na Região Metropolitana de Salvador.
Sindicato denuncia casos de assédio
Segundo a entidade, as reclamações foram feitas por trabalhadores brasileiros e chineses, o que, na avaliação do sindicato, indica que as ocorrências não seriam casos pontuais.
As denúncias ganharam maior visibilidade após uma assembleia realizada no dia 09 de julho, em frente à unidade da montadora. Durante o ato, o presidente do sindicato, Júlio Bonfim Costa Filho, criticou a presença de equipes da Polícia Militar nas imediações da fábrica e afirmou que os trabalhadores convivem com situações recorrentes de assédio moral e sexual.
Em entrevista, Júlio Bonfim afirmou que o sindicato já contabiliza centenas de relatos de assédio moral e dezenas de denúncias de assédio sexual envolvendo o ambiente de trabalho na fábrica.
Por meio de nota, o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT) disse que instaurou nesta quarta um procedimento para apurar as denúncias. Disse ainda que, apesar das investigações públicas, o sindicato ainda não formalizou denúncias ao MPT para que os fatos possam ser apurados.
Com a abertura do procedimento, a entidade será chamada a apresentar informações sobre a existência de casos de assédio na fábrica da BYD. O MPT afirmou que vai investigar um caso de suposto assédio moral na empresa, ainda em fase preliminar.
Através de nota, a BYD disse que adota política de tolerância zero em relação a qualquer forma de assédio em seu ambiente de trabalho.
“Reafirma seu compromisso com a prevenção, apuração rigorosa e a adoção das medidas disciplinares cabíveis, incluindo a demissão, sempre que a conduta irregular seja comprovada. A empresa mantém um canal de denúncias por e-mail, amplamente divulgado em todas as áreas produtivas, para a obtenção de relatórios de forma anônima”, aponta o comunicado.



