A Receita Federal projeta arrecadar cerca de R$ 200 bilhões em 2026 com a adoção de um modelo de cobrança chamado de “cobrança amigável”, que prioriza a orientação e a autorregularização de contribuintes que apresentam atrasos pontuais no pagamento de tributos. A proposta busca reduzir conflitos, evitar judicializações desnecessárias e tornar a relação entre o Fisco e o contribuinte mais eficiente.
De acordo com o secretário especial da Receita, Robinson Barreirinhas, a estratégia representa uma mudança de postura do órgão, que passa a atuar de forma mais preventiva e pedagógica. A ideia é diferenciar o contribuinte que eventualmente enfrenta dificuldades daquele que deixa de pagar impostos de forma recorrente, concentrando esforços nos casos de maior risco fiscal.
O modelo se baseia em princípios como estímulo ao cumprimento espontâneo das obrigações, redução de penalidades para bons pagadores e aplicação de medidas mais rígidas contra devedores contumazes e práticas ilícitas. Com a consolidação dessa abordagem, a expectativa é manter o crescimento da arrecadação e fortalecer o equilíbrio das contas públicas.
Fonte: Agência Brasil



