Os professores da rede privada de ensino da Bahia aprovaram, por unanimidade, o estado de greve durante uma assembleia realizada em Salvador. A decisão foi tomada após sucessivas rodadas de negociação sem acordo entre a categoria e os representantes das instituições de ensino.
De acordo com o sindicato dos professores, pontos considerados fundamentais para a categoria seguem sem consenso. Entre as principais reivindicações estão a manutenção das bolsas de estudo para filhos de docentes e a preservação de direitos já garantidos em convenções coletivas anteriores.
A entidade afirma que as propostas apresentadas pelo setor patronal podem representar perdas de benefícios históricos conquistados pelos trabalhadores ao longo dos anos. Por isso, os professores decidiram intensificar a mobilização enquanto aguardam o avanço das negociações.
Uma nova rodada de conversas entre as partes está prevista para os próximos dias. Caso não haja acordo, a categoria poderá convocar uma nova assembleia para deliberar sobre a deflagração de greve.
O estado de greve não interrompe as atividades escolares neste momento, mas funciona como um alerta de que a categoria está preparada para ampliar a mobilização caso as reivindicações não sejam atendidas.



