A produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), negou que o longa tenha sido financiado com emendas parlamentares. A entrevista foi concedida antes da decisão que retirou o sigilo de parte da investigação, no domingo (13).
“Dark Horse não tem emenda. Não existe emenda para Dark Horse, nenhuma emenda. Nunca foi feito projeto público para o Dark Horse, nunca foi”, afirmou.
Em entrevista, Karina separou o filme dos projetos sociais conduzidos pelas entidades que preside. Segundo ela, uma emenda destinada em 2023 e paga em 2025 foi usada no projeto Lutando pela Vida, de artes marciais para crianças, adolescentes e idosos.
A produtora citou ainda o projeto Jovem Empreendedor, voltado a iniciativas de empreendedorismo. As duas iniciativas foram custeadas por emendas do deputado Mário Frias (PL-SP), que atua como produtor executivo do filme.
Ao longo da entrevista, Karina também negou ter tido relação direta com Vorcaro ou com empresas ligadas ao banqueiro e afirmou que os contratos mantidos pela produtora são protegidos por cláusulas de sigilo e confidencialidade. A produtora revelou ameaças que, segundo relato, teriam partido de pessoas com quem teve relações profissionais e pessoais.
Karina foi alvo da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (10), que apura suposto desvio de emendas parlamentares. Duas investigações sobre o filme tramitam no STF: uma, sob relatoria de Flávio Dino, trata das emendas; outra, com André Mendonça, apura os repasses de Daniel Vorcaro feitos a pedido do senador Flávio Bolsonaro.



