A indústria brasileira fechou 2020 com uma queda de 4,5 por cento em sua produção. O desempenho da indústria no ano passado foi afetado pela pandemia de covid-19. No período de março e abril, quando houve medidas de isolamento social para enfrentar a doença, a indústria recuou 27,1 por cento.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vinte dos 26 ramos industriais pesquisados tiveram queda na produção no ano. Mais de 60 por cento dos 805 produtos pesquisados pelo IBGE tiveram redução.
Entre as atividades industriais, a principal queda veio dos veículos automotores, reboques e carrocerias (-28,1 por cento). Outras contribuições negativas importantes vieram dos ramos de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-23,7 por cento), indústrias extrativas (-3,4 por cento), metalurgia (-7,2 por cento), couro, artigos para viagem e calçados (-18,8 por cento), outros equipamentos de transporte (-29,1 por cento) e impressão e reprodução de gravações (-38,0 por cento ).
Apenas seis atividades tiveram aumento de produção no ano, com destaque para produtos alimentícios (4,2 por cento).
As quatro grandes categorias econômicas da indústria registraram queda: bens de consumo duráveis (-19,8%), bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (-9,8 por cento), bens de consumo semi e não duráveis (-5,9 por cento) e bens intermediários, isto é, insumos industrializados usados no setor produtivo (-1,1 por cento).
Dezembro
Em dezembro de 2020, no entanto, a indústria brasileira apresentou altas de 0,9% em relação ao mês anterior e de 8,2 por cento na comparação com dezembro de 2019. Na média móvel trimestral, a alta chegou a 1 por cento.
Na comparação com novembro, as influências positivas mais relevantes, vieram das atividades de metalurgia (19,0 por cento), de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,5 por cento) e das indústrias extrativas (3,7 por cento).
Informações da Agência Brasil



