A poupança teve saldo negativo em abril deste ano, após os saques superarem os depósitos em R$ 476,4 milhões. Os dados foram divulgados pelo Banco Central e mostram que a caderneta segue enfrentando retirada líquida de recursos em meio ao cenário de juros elevados no país.
Durante o mês, os brasileiros depositaram R$ 362,2 bilhões na modalidade, enquanto as retiradas somaram R$ 362,7 bilhões. Apesar do resultado negativo, os rendimentos creditados nas contas chegaram a R$ 6,3 bilhões, mantendo o saldo total da poupança acima de R$ 1 trilhão.
Nos quatro primeiros meses de 2026, a retirada líquida acumulada já alcança R$ 41,7 bilhões. Especialistas apontam que a taxa Selic elevada estimula investidores a buscarem aplicações financeiras com maior rentabilidade, reduzindo a atratividade da poupança.
O Banco Central também destacou que a Selic continua sendo o principal instrumento de controle da inflação. Na última reunião, o Copom reduziu a taxa básica de juros para 14,5% ao ano, mas manteve cautela diante das pressões inflacionárias e do cenário internacional.



