Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que ainda é pequena a participação de indígenas na liderança de grupos de pesquisa no Brasil. Mesmo com avanços ao longo das últimas décadas, essa presença segue abaixo da representatividade dessa população no conjunto da sociedade brasileira.
Os dados indicam que houve crescimento no número de líderes indígenas, passando de 46 em 2000 para 252 em 2023. Ainda assim, eles representam menos de 1% dos responsáveis por grupos de pesquisa no país, evidenciando uma sub-representação em espaços estratégicos da produção científica.
O estudo também aponta desigualdades internas, como o predomínio masculino na maioria das áreas do conhecimento. Apesar disso, há avanços graduais, especialmente com o aumento da participação feminina em alguns campos. A pesquisa reforça a necessidade de ampliar oportunidades e inclusão para que mais indígenas ocupem posições de liderança na ciência brasileira.



