Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de São Carlos, no interior de São Paulo, identificou que a pobreza pode afetar o desenvolvimento motor de bebês a partir dos seis meses de idade. O estudo acompanhou crianças de diferentes contextos sociais e observou que aquelas em situação de maior vulnerabilidade apresentaram mais dificuldade em realizar movimentos básicos, como se virar, sentar e pegar objetos.
Os pesquisadores associam esse atraso principalmente à falta de estímulos no ambiente e a menos oportunidades de exploração durante a rotina diária. Segundo o levantamento, a limitação de espaço, brinquedos e interações pode influenciar o ritmo de desenvolvimento nessa fase inicial da vida.
Apesar disso, o estudo aponta que intervenções simples podem ajudar a reduzir essas diferenças. Atividades cotidianas, como brincadeiras no chão, conversas frequentes e o uso de objetos acessíveis para estimular o movimento, mostraram potencial para melhorar o desempenho motor em poucos meses. Os resultados reforçam a importância de apoio e orientação às famílias em contextos de vulnerabilidade para favorecer o desenvolvimento saudável na primeira infância.
Fonte: Agência Brasil



