O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) por médicos em procedimentos de preenchimento na pele em todo o país. A medida passou a valer ontem (02), após a publicação da Resolução nº 2.461/2026 no Diário Oficial da União.
Segundo o CFM, a decisão foi tomada devido ao histórico de complicações graves associadas ao material, incluindo alergias, infecções, deformações, necrose, queimaduras, perda de tecidos e até casos de morte. A entidade afirma que o objetivo é ampliar a segurança dos pacientes e reduzir os riscos relacionados ao uso da substância.
O PMMA é um polímero plástico utilizado como preenchedor permanente em procedimentos estéticos e reparadores. Por não ser absorvido pelo organismo, a remoção do produto pode ser extremamente difícil, exigindo em alguns casos cirurgias complexas para corrigir complicações.
A única exceção prevista na norma é para o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, realizado em unidades de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e seguindo protocolos definidos pelo Ministério da Saúde.



