Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, de acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Apesar de representar a menor alta registrada nos últimos cinco anos, o índice ainda ficou acima da inflação oficial acumulada no período.
Segundo a agência, a última vez em que os reajustes ficaram abaixo do patamar atual foi em 2021, durante a pandemia de covid-19, quando houve redução na procura por consultas, exames e cirurgias eletivas. Nos anos seguintes, os aumentos voltaram a crescer e chegaram a superar 14% em alguns períodos.
A inflação oficial medida pelo IPCA estava em 3,81% em fevereiro de 2026, valor bem inferior ao reajuste aplicado pelos planos coletivos. A ANS, porém, afirma que a comparação direta não é adequada, já que o cálculo leva em consideração fatores específicos do setor de saúde suplementar, como custos hospitalares e frequência de utilização dos serviços.
Os dados mostram ainda que os contratos com até 29 beneficiários tiveram reajuste médio de 13,48%, enquanto os planos com 30 ou mais vidas registraram aumento médio de 8,71%. Atualmente, cerca de 84% dos usuários de planos de saúde no Brasil estão vinculados a contratos coletivos.



