A Polícia Federal (PF) identificou, no âmbito da Operação Sem Desconto, indícios de que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) atuou como sustentáculo político de um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. As investigações apontam ligações entre o parlamentar e integrantes da organização criminosa liderada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado “Careca do INSS”.
Com base nesses elementos, a PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva de Weverton, mas o pedido foi negado após parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR). Apesar disso, o ministro André Mendonça, relator do caso, autorizou a realização de mandados de busca e apreensão na residência do senador.
Segundo a representação da Polícia Federal citada na decisão, documentos e registros de comunicação — incluindo um grupo de conversas intitulado “Grupo Senador Weverton” — foram identificados com funcionários ligados ao esquema, sugerindo a proximidade entre o parlamentar e os investigados.
A PF também aponta que Weverton teria se beneficiado de valores ou vantagens relacionados às fraudes por meio de terceiros, entre eles assessores parlamentares.
A Operação Sem Desconto cumpriu 52 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva contra outros envolvidos no esquema de descontos indevidos no INSS.
Em nota, o senador declarou que recebeu as medidas com surpresa e serenidade, e afirmou que está à disposição para esclarecer os fatos assim que tiver acesso completo à decisão judicial.
Fonte: Agência Brasil



