Pescadores e marisqueiras do Recôncavo baiano denunciam impactos causados pela operação da Usina de Pedra do Cavalo, no Rio Paraguaçu, afirmando que a atividade tem comprometido o estuário e afetado diretamente a pesca artesanal.
Segundo relatos da comunidade de Nagé, em Maragogipe, a liberação intensa de água doce tem alterado o equilíbrio da região conhecida como “Santa Maré”, período considerado ideal para a pesca e principal fonte de renda local.
De acordo com representantes da colônia de pescadores, a mudança na vazão tem provocado a morte de mariscos, crustáceos e outros organismos, inviabilizando o trabalho de diversas famílias. O problema, segundo eles, se agravou a partir do fim de 2024, especialmente nos períodos de abertura das comportas da barragem.
A categoria afirma que cerca de 10 mil trabalhadores já foram impactados, com prejuízos financeiros imediatos e dificuldade para garantir o sustento. Também há críticas à falta de apoio e à demora em respostas por parte de órgãos públicos.
Em posicionamento oficial, a empresa responsável pela operação da usina informou que a abertura das comportas segue normas técnicas e tem como objetivo o controle de cheias e a segurança das comunidades, especialmente em períodos de fortes chuvas.
Fonte: Correio 24 Horas



