A tradicional Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, considerada uma das maiores manifestações de diversidade do mundo, enfrenta desafios que podem comprometer sua realização nas ruas da capital paulista. Organizadores alertam para propostas legislativas que tentam restringir o evento e para a forte queda no apoio financeiro neste ano.
Segundo a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), um projeto aprovado em primeira votação na Câmara Municipal prevê restrições para eventos voltados ao público LGBTQIA+, incluindo a proibição de interdição de vias públicas. Na prática, manifestações como a Parada poderiam ser obrigadas a acontecer apenas em espaços fechados. Juristas ouvidos pela Agência Brasil consideram a proposta inconstitucional.
Além da discussão política, a organização informou que perdeu cerca de 60% dos patrocínios para a edição de 2026. Mesmo diante das dificuldades, os responsáveis pelo evento afirmam que a mobilização seguirá acontecendo. “A gente já fez paradas sem patrocínio nenhum”, afirmou Nelson Matias Pereira em entrevista à Agência Brasil.
Neste ano, a Parada completa 30 anos e terá como tema “A rua convoca, a urna confirma”, reforçando a importância da participação política e do voto em ano eleitoral. A manifestação está marcada para acontecer na Avenida Paulista, em São Paulo.



