Os telefones públicos conhecidos como orelhões, que marcaram gerações nas ruas brasileiras, têm data para deixar de existir. Os cerca de 30 mil aparelhos ainda em funcionamento no país serão desativados até 31 de dezembro de 2028, encerrando de vez um serviço que já chegou a ultrapassar 1,5 milhão de unidades em décadas passadas.
Criados nos anos 1970, os orelhões foram por muito tempo uma obrigação das concessionárias de telefonia fixa, prevista nos contratos firmados no processo de privatização do setor. Com o fim dessas concessões, em dezembro de 2025, e a migração para o regime de autorização, a manutenção dos aparelhos deixou de ser exigida.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações, parte dos telefones ainda será mantida temporariamente em locais onde não há cobertura adequada de telefonia móvel, especialmente de internet 4G. Mesmo nesses casos, a permanência será limitada, com retirada definitiva prevista até o fim de 2028.
Os recursos que antes eram destinados à conservação dos orelhões deverão ser redirecionados para investimentos em infraestrutura de telecomunicações, como ampliação da banda larga e melhoria da cobertura móvel em áreas ainda carentes do serviço.
Fonte: Agência Brasil



