Um novo relatório da ONU Mulheres revela o avanço da violência online contra mulheres jornalistas, destacando o aumento na frequência e na intensidade dos ataques no ambiente digital. As agressões incluem ameaças, assédio e tentativas de descredibilização pública.
Os dados mostram que muitas profissionais têm adotado a autocensura como forma de proteção, reduzindo sua presença nas redes sociais e evitando determinados temas para escapar de ataques. Em alguns casos, essa limitação também afeta o trabalho jornalístico.
O estudo indica ainda que a violência digital costuma ser organizada e direcionada, com o objetivo de silenciar vozes femininas na mídia e restringir sua participação em debates públicos. Esse cenário contribui para um ambiente mais hostil e desigual.
Além disso, o impacto na saúde mental é significativo, com relatos de ansiedade, estresse e outros problemas associados às agressões virtuais. O relatório também aponta maior busca por denúncias e medidas legais diante do crescimento desse tipo de violência.



