O bloqueio judicial de contas bancárias ficou mais rápido no Brasil. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou um projeto-piloto para modernizar o Sisbajud, sistema usado pela Justiça para localizar e bloquear dinheiro de devedores em processos judiciais. Agora, as ordens podem ser cumpridas em até duas horas após a decisão do juiz.
A mudança também amplia o monitoramento das contas bancárias. Antes, o bloqueio atingia apenas o valor disponível no momento da ordem judicial. Com a nova regra, o sistema poderá continuar ativo por até um ano, bloqueando automaticamente novos depósitos até que a dívida seja quitada.
Nesta fase inicial, participam do projeto cinco instituições financeiras: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Nubank e XP Investimentos. A intenção do CNJ é expandir o modelo gradualmente para todo o sistema financeiro nacional.
Especialistas alertam que o novo formato exige reação rápida dos devedores, principalmente em casos de bloqueio indevido. A legislação continua protegendo salários, aposentadorias, pensões e parte do dinheiro em poupança, mas a orientação é buscar assistência jurídica imediatamente caso a conta seja atingida.



