Mulheres palestinas que retornaram a Gaza pela passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, relataram ter enfrentado uma travessia marcada por medo e constrangimento. Após a reabertura do ponto de passagem dentro de um acordo de cessar-fogo, elas contaram que foram vendadas, algemadas e submetidas a longos interrogatórios por soldados israelenses, além de esperar por horas e ter objetos pessoais confiscados durante a inspeção.
O grupo faz parte de um número restrito de pessoas autorizadas a voltar ao território após meses de fechamento da fronteira. A viagem incluiu a travessia por uma área sob controle militar, onde, segundo os relatos, houve novos atrasos e revistas rigorosas.
Uma das mulheres descreveu a experiência como uma jornada de humilhação e sofrimento, afirmando que chegou a Gaza abalada e encontrou a família vivendo em condições precárias. Outros depoimentos apontam sentimentos semelhantes, com descrições de tensão constante e incerteza ao longo de todo o percurso.
Em resposta às acusações, o Exército de Israel afirmou que os procedimentos de triagem seguiram protocolos de segurança estabelecidos, sem reconhecer irregularidades no tratamento dado aos palestinos que retornaram.
Fonte; tmc.com.br



