O Ministério Público Federal (MPF) pretende ampliar as investigações contra empresas suspeitas de colaborar com violações de direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil. Atualmente, 13 companhias já são alvo de apurações conduzidas pelo órgão.
Segundo o procurador Marlon Alberto Weichert, coordenador do grupo de trabalho Memória, Verdade e Defesa da Democracia, alguns processos já estão em fase de negociação para possíveis acordos, enquanto outros caminham para ações civis públicas. A expectativa do MPF é que os novos desdobramentos abram espaço para investigar mais grupos empresariais envolvidos com o regime militar.
As investigações analisam possíveis participações em práticas como perseguições políticas, repressão a trabalhadores, torturas, prisões ilegais e expulsão de comunidades tradicionais durante o período da ditadura. Parte das apurações foi fortalecida após pesquisas acadêmicas realizadas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com órgãos públicos.
Entre as empresas já investigadas aparecem estatais e grandes grupos privados ligados aos setores industrial, siderúrgico, automobilístico e de comunicação. O MPF busca responsabilização civil e medidas de reparação às vítimas e familiares afetados pelas violações.



