A Câmara Municipal de Salvador, por meio da comissão que acompanha investimentos na Baía de Todos-os-Santos e na orla, decidiu acionar o Ministério Público do Estado da Bahia e o Tribunal de Contas do Estado da Bahia após uma audiência pública que debateu o leilão da área onde funcionava o antigo Centro de Convenções da Bahia, no bairro do Costa Azul.
A iniciativa foi anunciada pelo vereador Claudio Tinoco, presidente da comissão, diante de críticas sobre falta de transparência no processo, possíveis impactos ambientais e ausência de diálogo prévio com a população. A vereadora Cris Correia também participou da audiência.
Além de acionar os órgãos de controle, a Câmara pretende solicitar novos esclarecimentos ao Governo do Estado, por meio da Secretaria da Administração do Estado da Bahia, responsável pelo edital. O órgão foi convidado para o encontro, mas não enviou representantes.
Segundo Tinoco, a ideia é reunir os questionamentos levantados e encaminhá-los oficialmente, buscando mais transparência e segurança no processo. Ele também defendeu a suspensão do leilão, previsto para o dia 26 de março, até que todas as dúvidas sejam esclarecidas.
O edital estabelece valor mínimo de cerca de R$ 141 milhões para a área, considerada estratégica por estar localizada na orla e incluir uma extensa faixa de preservação ambiental.
Durante a audiência, moradores e representantes de entidades criticaram a falta de diálogo e demonstraram preocupação com o futuro do espaço. Entre os pontos levantados estão os possíveis impactos ambientais, especialmente sobre as dunas, além de efeitos na mobilidade urbana em bairros como Costa Azul e Armação.
Representantes do poder público municipal afirmaram que qualquer projeto para a área deverá passar por análise técnica. Também foram apontadas dúvidas jurídicas sobre o edital, incluindo questionamentos sobre a escolha do leiloeiro responsável pelo processo.
O encontro reuniu moradores, especialistas e representantes de entidades ligadas ao turismo e ao setor imobiliário, que defendem maior debate e cautela antes da definição sobre o destino do terreno.
Fonte: Ascom/ CMS



