Os protestos no Irã já deixaram mais de 500 mortos, segundo levantamento de uma organização de direitos humanos, em meio à intensificação das tensões internas e a declarações mais duras das autoridades iranianas contra os Estados Unidos. O governo do país afirmou que poderá reagir militarmente caso haja qualquer tipo de intervenção externa em apoio aos manifestantes.
De acordo com a Human Rights Activists News Agency, pelo menos 490 civis morreram durante as manifestações, além de 48 integrantes das forças de segurança. O grupo também aponta que mais de dez mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos, enquanto o governo iraniano ainda não divulgou números oficiais sobre mortos e presos.
Em resposta às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autoridades iranianas alertaram que bases militares americanas e aliados na região poderiam se tornar alvos em caso de agressão. Parlamentares do país classificaram qualquer ação externa como um erro grave, com potencial de ampliar o conflito.
As manifestações começaram no fim de dezembro, motivadas inicialmente pelo aumento do custo de vida e pela crise econômica, mas evoluíram para protestos mais amplos contra o sistema político e religioso que governa o país desde 1979. O governo atribui a violência a grupos hostis e potências estrangeiras, ao mesmo tempo em que afirma estar aberto a discutir demandas econômicas da população.
Fonte: GDia



