O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou ontem (09) o pedido da defesa dos acusados do chamado “núcleo 2” da trama golpista para que o ministro Luiz Fux participasse do julgamento que se iniciou hoje.
A solicitação havia sido feita pelos advogados de Filipe Martins — ex-assessor da Presidência para Assuntos Internacionais — e de Mário Fernandes — ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência.
Moraes qualificou o pedido como “absurdo” e “sem a mínima pertinência”, explicando que não existe norma que permita que um ministro de uma turma do STF atue em julgamento conduzido por outra. Ele também ressaltou que Luiz Fux, embora tenha participado da tramitação inicial do caso, pediu voluntariamente sua mudança de turma — o que, segundo o relator, o impede de julgar agora.
Mesmo após a negativa, a defesa de Filipe Martins — representada pelo advogado Jeffrey Chiquini — apresentou novos pedidos: queriam a retirada de documentos do processo e a inclusão de slides não autorizados pelo relator. Também foram negados.
Com isso, o julgamento prosseguiu: Moraes fez a leitura do relatório com o histórico da ação penal e os principais argumentos de acusação e defesa. Em seguida, o Procuradoria‑Geral da República (PGR) deu início à sustentação oral.
Fonte: Agência Brasil



