O Brasil segue como o país que mais registra assassinatos de pessoas trans e travestis no mundo, mantendo uma posição alarmante em rankings internacionais de violência contra essa população. Os dados mais recentes mostram que, apesar de uma redução no número de casos em relação ao ano anterior, o cenário ainda é marcado por altos índices de mortes motivadas por preconceito e exclusão social.
A maioria das vítimas são travestis e mulheres trans jovens, em especial pessoas negras, o que evidencia a combinação de transfobia, racismo e vulnerabilidade social. As ocorrências se concentram principalmente em regiões com menor acesso a políticas públicas de proteção, educação e inclusão no mercado de trabalho, fatores que agravam a exposição à violência.
Entidades de direitos humanos alertam que a queda pontual nos números não representa, necessariamente, uma mudança estrutural. Segundo essas organizações, ainda há forte subnotificação dos casos e aumento de outras formas de violência, como ameaças e tentativas de homicídio, reforçando a urgência de ações efetivas do poder público para garantir segurança, dignidade e cidadania à população trans e travesti.
Fonte: Agência Brasil



