Mais de 574 mil pessoas já utilizaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão para bloquear o próprio acesso a sites de apostas autorizados no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, 41% dos usuários afirmaram que tomaram a decisão por perda de controle sobre o jogo e possíveis danos à saúde mental.
A ferramenta foi criada pelo governo federal e permite que o usuário peça, em uma única solicitação, o bloqueio do acesso a plataformas de apostas vinculadas ao CPF. O sistema também impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade relacionada ao tema.
Entre os principais motivos apontados pelos usuários estão preocupações com saúde mental, vazamento de dados e dificuldades financeiras. Dados divulgados pelo governo mostram que 69% das pessoas optaram pelo bloqueio por tempo indeterminado. Já entre quem escolheu um prazo específico, o período de um ano foi o mais selecionado.
Além do bloqueio, a plataforma reúne orientações sobre saúde mental e direciona usuários para atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde também anunciou um investimento de R$ 6 milhões em uma pesquisa nacional da Unifesp para estudar os impactos das apostas online na saúde da população brasileira.



